A situação do saneamento básico no Brasil é “alarmante” e compromete “a meta do governo federal de universalizar o saneamento em 20 anos”, diz Edison Carlos, ao comentar os dados do Ranking do Saneamento realizado pelo Instituto Trata Brasil,
o qual avalia a situação do saneamento e da água nas 100 maiores
cidades brasileiras. Segundo ele, em 2011, as 100 maiores cidades do
país “geraram mais de 5,1 bilhões de m³ de esgoto. Desses, mais de 3,2
bilhões de m³ não receberam tratamento. Significa que as 100 maiores
cidades jogaram cerca de 3.500 piscinas olímpicas de esgoto por dia na
natureza”
Apesar do cenário preocupante, o presidente Executivo do trata Brasil assegura que houve avanços na última década, principalmente no acesso à água potável as principais constatações são preocupantes, e a lenta evolução dos
indicadores nas grandes cidades compromete a meta do governo federal de
universalizar o saneamento em 20 anos. Nós temos um cenário alarmante no
Brasil, mesmo em grandes capitais, como Macapá, Belém, São Luís, Teresina, Natal, entre outras, onde os serviços de coleta e tratamento de esgoto ainda são muito precários.
, saneamento básico tem que ser prioridade número 1 dos entes públicos e
da população. Devido aos 20 anos que o país passou sem recursos para
esgotamento sanitário, criou-se um grande déficit nestes serviços. Hoje o
setor enfrenta dificuldade por conta da gestão dos municípios e da
atuação das empresas de saneamento na elaboração de projetos, no uso dos
recursos, ao mesmo tempo em que há uma grande burocracia para a chegada
dos recursos federais às obras, dificuldade e lentidão nas licenças
ambientais e despreparo das prefeituras para com essas obras.

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